Tenho osteoporose...e agora?

A osteoporose é uma doença que afeta a qualidade do osso, aumentando a sua fragilidade e o risco de fratura.

A fratura por osteoporose pode surgir de forma espontânea (sem impacto) ou por um traumatismo leve, ou seja, torna-se bastante comum a ocorrência de fraturas em pessoas com osteoporose.

Apesar da osteoporose aumentar o risco de qualquer fratura óssea, as mais frequentes são as vertebrais, da anca e do punho.


Causas da osteoporose

De uma forma simples, a osteoporose é caracterizada pela diminuição da densidade óssea, ou seja, os ossos vão ficando “porosos”, mais leves e menos fortes.

Esta diminuição da massa óssea está relacionada com o aumento da idade e muito associada às mulheres (17% da população portuguesa), devido a todas as oscilações hormonais que ocorrem na menopausa. No entanto, existem outros fatores de risco, como:

  • Predisposição genética;

  • Sedentarismo;

  • Hábitos tabágicos;

  • Consumo excessivo de álcool;

  • Toma de corticoides;

  • Baixo índice de massa corporal/magreza;

  • Doenças inflamatórias crónicas como a artrite reumatóide.

Consequências da osteoporose

Infelizmente, as pessoas que sofrem de osteoporose não apresentam nenhum sintoma, sendo muitas vezes diagnosticadas após o aparecimento da primeira fratura.


Muitas vezes, a osteoporose não é tida como uma doença grave porque é comum com o avançar da idade e abrange uma grande parte da população - os últimos dados da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral indicam que esta doença afeta 1 milhão de portugueses. No entanto, a osteoporose pode apresentar consequências graves com um impacto significativo na vida destes doentes, sendo comum a referência a dor crónica, perda de mobilidade, perda de independência e depressão, podendo até aumentar o risco de mortalidade consoante a localização e a gravidade da fratura, como é o caso das fraturas vertebrais ou da fratura da anca.


Prevenção/tratamento da osteoporose

Cada vez mais, a Sociedade tenderá a investir mais na prevenção de doenças, de modo a diminuir o impacto dos custos nos tratamentos de doenças (comparticipação de medicação, internamentos hospitalares e todos os profissionais envolvidos…). No caso da osteoporose, a sua prevenção inicia-se na infância, com a adoção de um estilo de vida saudável, seja através da alimentação, da exposição solar ou da prática do exercício físico:

  • Alimentação - é comum que a palavra “cálcio” surja quando se fala de osteoporose. De facto, a Sociedade Portuguesa de Reumatologia indica que a ingestão de cálcio é extremamente importante e aconselha o consumo de produtos como laticínios (leite e seus derivados), legumes verdes (brócolos e espinafres, entre outros), peixes (como a sardinha) ou frutos secos (como a linhaça e o grão-de-bico);

  • Exposição solar - pode causar alguma estranheza a importância desta indicação, mas a exposição ao sol estimula a produção de vitamina D que ajuda na absorção do cálcio no nosso organismo e, consequentemente, no fortalecimento da massa óssea. Esta exposição deverá ser diária, de 15 a 20 minutos, em zonas como a face, braços ou mãos, e sem proteção solar;

  • Exercício Físico - a Organização Mundial da Saúde recomenda que: - as crianças e adolescentes deverão fazer, pelo menos, 1 hora de atividade física diária, com um grau de intensidade moderado/vigoroso, aconselhando também atividades de fortalecimento muscular 3 vezes/semana; - os adultos e população mais envelhecida deverão praticar atividade física entre 2,5 a 5 horas/semana, juntamente com a prática de exercícios de fortalecimento muscular. No caso da população senior, aconselha-se ainda a realização de exercícios que tenham como objetivo, o treino de equilíbrio para a prevenção de quedas.

É importante salientar que, para a prevenção de osteoporose, são aconselhadas atividades em carga (caminhada, corrida) ou exercícios com resistência/pesos pois estes podem ajudar no aumento da densidade óssea e prevenção de fraturas. No entanto, após o diagnóstico, os exercícios devem ser ajustados à gravidade da doença e por isso, a Fisioterapia tem um papel importante no acompanhamento destes doentes, contribuindo na prevenção de quedas/fraturas, através de exercícios de fortalecimento muscular, controlo postural, equilíbrio e mobilidade/alongamento.


Se é o seu caso ou se conhece alguém que poderia beneficiar de Fisioterapia, contacte-nos.

 

Fontes:


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